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Nascimento da Liz

Mais uma malinha na bagagem!

Olá pessoal! 

Estou cansada de me desculpar pela ausência no blog!!! Tive um final de ano muito animado, que contaminou meu começo de 2014!!!  Muito mesmo!! Hoje, bem no meio de março, posso dizer que começo a busca/resgate de uma vida um pouco menos corrida!!
Mesmo sabendo que estou há muitos meses atrasada com os posts das viagens, não poderia deixar de apresentar a minha pequena doçura e mais nova aventureira do time - a Liz.



Sem perceber que quase nove meses já haviam se passado, minha nova companheirinha me acordou às 5 da manhã para me dizer que, naquela quinta feira, estava pronta para vir. E eu? Estava super pronta para recebê-la. A não ser pelos pagamentos de funcionários que tinha que fazer no dia seguinte, planilhas de controle para atualizar, orçamentos para fechar e uma série de "detalhes" que depois desse "aviso" viraram prioridades para "o quanto antes". Afinal, sabíamos que Liz chegaria naquele dia, mas não sabíamos como e que horas.

A manhã foi uma loucura, entre contrações de 10 em 10 minutos, eu e minha mãe percorremos toda a cidade para resolver os últimos detalhes para que a obra prosseguisse sem a minha presença. O telefone não parava de tocar com os fornecedores querendo acertar os últimos detalhes. Na loja, para comprarmos luvinha e lacinho, a vendedora perguntava para quando seria o bebê, sem imaginar que poderia ser bem ali! Brincadeira!!

Pedro nesse momento estava no consultório desmarcando as pacientes para embarcar comigo nessa chegada tão esperada da nossa caçulinha. A consulta com o querido Dr Alexandre - que já havia sido marcada às 11h - fez toda correria se transformar em calmaria. Sim, para quem achava que o parto seria em torno de meio dia - não sei onde eu estava com a cabeça, achando que seria rápido desse jeito - a notícia veio para dar um choque de realidade: apenas 1 cm de dilatação e a dúvida se realmente Liz chegaria naquele dia. 
Voltamos para casa calmas e tranquilas, afinal, me preparei muito para aquele momento. No fundo senti que aquele seria o dia. Me desliguei de tudo. Não tinha mais obra, telefone, roupinha para arrumar... e nada mais. Apenas viver aquele momento.


 A tarde não foi fácil. As contrações apertavam mais e mais, e por volta de três da tarde, eu estava apenas com 3 de dilatação (para os que não sabem, o bebê nasce com 10). Ou seja, ainda tinha um longo caminho pela frente. Ter um marido ginecologista tem suas vantagens. Ficamos juntos em casa durante todo o tempo. Não foi fácil saber que meu processo estava lento, mas continuamos firme e fortes; eu, Pedro, minha mãe e até a pequenina Lara, que na verdade não estava percebendo a importância daquele dia em nossas vidas. Mas claro, tinha que deixar sua marca. Em uma contração mais forte, me apoiei no corrimão da escada e abaixei a cabeça. De longe ouvi "Ih, a mamãe dormiu!"; não contive a risada e recebi um lindo sorriso com um "Acordou, mamãe!!!". 

Tive meus momentos de desânimo, achando que não conseguiria; momentos de mau humor, principalmente com o coitado do Pedro que só tentava me ajudar. Foram massagens, músicas, mãos dadas, banhos, subidas e descidas pela casa em busca de posições mais confortáveis, mas tudo correu dentro do esperado. Minha mãe, a maior medrosa de todas, parecia super forte naquele momento. Ficou ao meu lado e me apoiou inteiramente. Eu, faladeira que sou, fiquei quieta, praticamente muda. Busquei toda paciência e coragem que tinha, para viver uma experiência mais do que incrível na minha vida.  
E a hora estava chegando!

Por volta de 8 da noite, não sei ao certo o horário, cheguei ao limite que poderia aguentar em casa. Perdi a noção do tempo, mas ainda achava que teria um longo caminho pela frente. Eu, que evitei durante todo o dia fazer o exame de toque, com medo de ouvir que não estava tendo dilatação, soube que aquela era a hora de encarar a verdade. Para minha alegria, eu já estava com 7 cm.O sorriso do Pedro ao ouvir o coraçãozinho dela durante as contrações - mesmo sem dizer - diziam que SIM, eu e minha pequena estávamos na maior sintonia. Na verdade, só soube no dia seguinte que, para não me apavorar, o Pedro não me contou que eu já estava com 8 de dilatação. Fomos para o hospital.

Para mim a luta estava grande, no auge da dor. Perdi a noção de tempo, e a própria noção. Do momento em que pisei no hospital até a hora em que a Liz foi para os meus braços se passou apenas uma hora e meia. Alguns são contra, mas eu estava convicta de que precisava da anestesia. Entrei para o centro cirúrgico. Além do meu amado marido, tive o apoio de uma equipe de primeira, com destaque para o querido Dr. Alexandre e para a Carol, minha doula. A anestesia veio como uma renovação de energia e pude curtir cada segundo que antecedeu o nascimento. Sentia as contrações, me movimentava pela sala, sorria... porém, praticamente sem dor. Eu tremia, literalmente, da cabeça aos pés. Mas não era de dor, nem de medo, nem nada. Talvez por muita, mas muita felicidade e expectativa. Pedro conseguiu a liberação dos médicos para que minha mãe entrasse. Por um momento achei até que ele fosse perder o nascimento. Mas até nisso a pequena colaborou. O tempo parecia cronometrado. O papai chegou trazendo a vovó, que claro, estava com a máquina em punhos. Acho que, do momento em que entraram, foram apenas duas contrações para que de dentro de mim um grito avisasse que estava na hora. A pequena nasceu e logo puxei-a para o nosso primeiro abraço.


A felicidade era imensurável, afinal, tínhamos conseguido. E ,principalmente, eu tinha ganhado mais uma princesa cheia de saúde. O dia tinha sido longo e estávamos exaustos, mas como num passe de mágica a dor havia sumido. Para mim restaram forças apenas para receber os avós paternos, tomar um banho caprichado e comer um super sanduíche (?), única delivery naquele começo de madrugada.



 Para minha mais nova princesa a mamada foi longa, muito longa. Uma recompensa mais que merecida para a grande pequena que com muito esforço veio completar e conquistar seu espaço nessa família.

À minha pequena amada, desejei muita saúde, pois amor já tínhamos de sobra para lhe oferecer.
Dormimos bastante aquela noite, sabendo que dali em diante teríamos mais uma aventureira para dividir nossa bagagem e, claro, muitas aventuras.


Vovó, mamãe, papai e Liz.

A alegria estava espalhada naquele hospital. De banho tomado, era só esperar o lanche para o merecido descanso.


Primeiro e lindo encontro dos meus amores



4 meses depois...


beijos,

Roberta







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Costa Mediterrânea da Turquia: Viagem de Oludeniz para Antalya

Viagem de carro de Oludeniz para Antalya

Praia de Patara
Nossa estadia em Oludeniz chegou ao fim. O próximo destino, e muito esperado, era nossa viagem de carro até Antalya. Como já falei, sempre gostamos de deixar um espaço, mesmo que pequeno, para ficarmos livres do nosso próprio roteiro. Não quisemos arriscar muitos dias, pois ficamos apreensivos de como seria uma viagem longa de carro com a Lara; e com a escolha das outras cidades, não nos restou muitos dias. 

Bom, a viagem era de aproximadamente 300 km (Oludeniz até Antalya) e tínhamos três dias e duas noites. Nosso tempo estava bem tranquilo para conhecer a região. Digo apenas conhecer, pois em algumas praias poderíamos ficar vários dias numa boa. Por isso relaxamos e seguimos o caminho pela costa.

Viajar de carro é incrível, ainda mais quando precisamos confiar 100% no GPS. Ok, GPS teoricamente não erra, mas o frio na barriga de não saber para onde estamos indo e o que iremos encontrar é a melhor parte da viagem. Depois de viajarmos com mapinha de papel na Itália, ficar sem bateria na volta de uma viagem para Nova Iorque e entrar na contramão em uma avenida tipo "Aterro do Flamengo" em Santiago, não poderíamos temer os pequenos 300km até Antalya. Obviamente não esperávamos que a primeira mensagem do nosso "guru" fosse: "Esse roteiro inclui estrada sem pavimentação". Oi?! Era isso mesmo? Estaríamos estreando a viagem de carro com a Lara, no interior da Turquia, onde ninguém falava inglês e ainda assim em uma estrada de chão?? Sim. Era isso mesmo.

Foi a primeira hora de estrada mais incrível dessa viagem. Éramos os únicos no caminho. O visual era só de fazendas. Em todo o caminho víamos pequenas vilas com muitas plantações de frutas. Quando passávamos pelo meio das vilas, os poucos moradores que encontrávamos nos olhavam com o maior olhar de curiosidade do mundo. E não era diferente do nosso. O meu sonho era sentar por uns minutinhos ali, quem sabe tomar um "chai", bater um papinho e saber que povo era aquele. Impossível, já falei! Não dava para se comunicar!!!!!

Confiamos cada segundo no nosso guru, pois as poucas placas que encontrávamos eram com os nomes das vilas e isso não nos dizia nada, pois nem no mapa aqueles nomes estranhos apareciam. De longe já era fácil saber que o povoado se aproximava. Em todos, a primeira coisa que avistávamos era uma mesquita, que pelo seu tamanho, nos fazia acreditar que estávamos chegando numa super cidade.

O visual foi bem rural por mais ou menos uma hora e meia. Víamos tratores, plantações, bois, cabras (muitas cabras). Claro, adorei. Apesar do frio na barriga de imaginar quanto tempo ficaríamos nesse percurso até chegar em uma praia, para a neta e filha de fazendeiro, o cenário estava perfeito. Quantas vezes sonhei em morar numa fazenda que tivesse uma praia! Mas voltando ao assunto, avistar o asfalto foi incrível. Sabíamos que ali estávamos no caminho certo. Pela cara dos  lugares em que passávamos, parecia mais provável que estivéssemos chegando na Capadócia, do que propriamente em alguma cidade de praia.

Patara

Visual da praia de Patara. 
Em toda a região, até chegar em Antalya, encontramos cidades com algum patrimônio arqueológico para conhecer. São ruínas de muitos e muitos anos, cheias de histórias e claro, muitos templos religiosos. A cidade de Patara foi uma das nossas primeiras grandes descobertas. A cidade nos lembrou um pouco Visconde de Mauá. Além de ser muito charmosa, com várias lojinhas, muitos tapetes e locais para tomar um chai ou reunir os amigos em volta de um narguilé, tem uma praia de areia com 18 km de extensão e um visual incrível. Sem dúvida, se conhecêssemos antes teríamos tirado pelo menos um dia de Oludeniz para dormir por lá.  Lara simplesmente se acabou. Depois de se divertir só com pedrinhas em todas as ruínas, ficou louca brincando na areia. Ficou imunda e foi um sacrifício tirar toda a areia para voltarmos para a estrada. Até porque não dava para colocá-la no mar. A água, como em toda a viagem, era um gelo, e a praia ventava muito. Ficou tão eufórica que cada um que passava parava para tirar fotos ou brincar um pouco com ela. Continuamos a viagem.
Descobrimos depois que, além de linda, essa praia é super protegida pelas autoridades ambientais, pois é o berço de muitas e muitas tartarugas marinhas.

Pausa para as fotos! Fazendo a maior graça para os turcos.

Curtindo muito, muito e muito. Foi incrível tirar a areia toda para entrar no carro novamente. 


Trocar no capô faz parte! 
Vista de uma das praias no caminho. 

Kas

Amiga do hotel
No percurso até chegar em Kas, nossa próxima parada para dormir, a estrada ficava entre as montanhas e o mar. Incrível!! Passamos por várias cidades que lembram as ilhas de Angra, com casas gigantescas de verão e muitas marinas super recheadas de barcos legais. Em alguns lugares a estrada passa por cima de umas fendas, tipo cânions. E lá embaixo, quase imperceptível para os que estão dirigindo, uma prainha linda.
Chegamos na cidade de Kas e adoramos. Já era final de tarde e precisávamos escolher um hotel. Seguimos para o centrinho e as opções eram muitas. Inclusive, demos sorte na nossa escolha. O hotel era simples, mas super arrumadinho, com uma vista incrível do terraço para o mar e o preço: show de bola.
Como em todas as cidades, enquanto passeávamos pelas ruas, Lara interagia com todo mundo. Foi o tempo de eu tirar a bolsa do carro, enquanto Pedro fazia check-in, quando entro no hotel e Lara já estava no colo do recepcionista e tinha ganhado uma barra de chocolate enorme. Nem paramos no quarto e fomos passear. A barra de chocolate e a imundice da garotinha iam fazendo sucesso por toda rua. Não tinha um turco que passava e não mexia com ela. E a pequena, por sinal, foi se achando. Ficou tão metida confiante
que se achou no direito de nem dividir o chocolate com a gente. Abstraí a falta de educação, pois estava mais preocupada com a sujeira esparramada, e me perguntando como seria o banho de lenço umedecido depois de 5 minutos. 

Vista do hotel. De um lado mar...
...do outro: montanhas.
Saímos para conhecer o centrinho e logo nos apaixonamos. Para nossa alegria, de cara percebemos que em todo o centrinho as calçadas eram largas e não passavam carros. Tinham muitas lojinhas para a mamãe começar a enlouquecer e algumas pracinhas cheias de crianças turcas brincando em parquinhos. O cenário foi perfeito. Depois de algumas horas de carro, ter um lugar para a Lara interagir enquanto eu começava a me habituar com as coisas maravilhosas que já me tiravam o sono no Brasil só de imaginar, foi excelente. Lustres, cerâmicas, enfeites, coisas de prata ... Pirei!

Fazendo a primeira amiga!!! Acho que a Lara pensou: " até que enfim alguém que goste de abraçar e beijar como eu"  

Por lá passeamos, jantamos, Lara brincou e eu conheci uma loja incrível. Tudo era lindo-maravilhoso e a vontade de levar tudo para a casa era imensa. Encontrei uma forma - mesmo que ilusória - de ficar ligada ao mercado turco para sempre. O dono, como todo bom vendedor turco, foi uma simpatia e fez nos sentirmos em casa. Depois de muito papo e comprinhas, o Ali (vendedor) nos contou que faz grande parte das suas vendas pela internet, mesmo sem ter uma loja virtual. Mas como funciona? Por email. 
Para os turcos, a reputação de ser bom comerciante é um super trunfo e motivo de muito orgulho. Por isso, nos contou que os clientes que já conhecem a loja fazem seus pedidos por email. Ele retorna com fotos, valores de frete e, depois da negociação, as mercadorias são enviadas para qualquer lugar do mundo. Como também vendia muita cerâmica para revestimento, essa era a grande vantagem de manter contato com os clientes, pois a maioria dos turistas não tem a disponibilidade de carregar uma caixa de revestimento na mala !!! Confesso que, por um momento, até pensei em quebrar a parede de ladrilho hidráulico que havia acabado de colocar na nossa casa nova, mas a sanidade do Pedro me fez voltar à realidade. De qualquer forma, ali estava estabelecida minha conexão eterna com a Turquia. Ou melhor, com as mercadorias turcas. Não desgrudei do cartão dele até hoje. E ainda fico pensando quais serão os produtos que comprarei para compensar o frete de $150. ;)

Centrinho
Pensamos em dormir mais um dia por lá, mas no final nos convencemos de que em todos lugares iríamos querer ficar mais um pouco e resolvemos seguir o roteiro inicial. Na manhã seguinte passeamos pela cidade. Ao contrário da maioria, Kas é uma cidade que não tem praia. Ou melhor, uma praia como conhecemos. Por lá, os restaurantes e hotéis fazem decks à beira mar, e por ali, ficam as espreguiçadeiras. Nada de areia ou pedrinha, apenas mar. E claro, muitas lanchas. 

Os turcos são tão acolhedores que a cada partida tínhamos a sensação de sermos nativos daquela cidade. Nas cidades pequenas, ainda mais. Como os centros são pequenos e os comerciantes estão sempre na rua, acabamos conhecendo as pessoas, mesmo que de vista. Achamos muito legal. Lara reencontrou alguns amigos que havia feito na noite anterior, brincou novamente no parquinho, e seguimos viagem para Antalya. 


Parquinho do centrinho. Amigos da noite anterior.


Praia de Kas. Notem a quantidade de decks.


Passeando no centrinho! Um dos muitos restaurantes lindos e floridos. 


Nem tudo são flores. Pausa para a bronca!

O que deixei anotado no caderno:

  • Primeiro, claro, os contatos do Ali. Penso até na possibilidade de emoldurar o cartão dele. 

 Loja: Tugra Art Gallery
Email: tugra_art_gallery@hotmail.com
Comerciante: Ali Yigit


  • Sem dúvida alguma, a cidade de Patara seria incluída no roteiro por pelo menos dois dias. A praia era incrível e, com certeza, tem mais lugares bonitos para explorar. 
  • Podíamos aumentar um dia em Kas para conhecermos as ilhas ao redor. De repente, seria interessante alugar um barco e fazer um bate-e-volta nas outras praias e cidades.
  • Deixei muito bem anotado que viajar de carro com a Lara não é um bicho de sete cabeças. Levei o iPad mas não usamos em nenhum momento da viagem. Me senti super heroína. Cantamos, comemos, paramos para esticar as pernas, brincamos em lugares que não tinha nada a ver, só para disfarçar, e foi super agradável. Na próxima viagem, podemos aumentar o percurso e tenho certeza de que será ótimo. Ou melhor, será que a regra tb vale para dois filhos?! Terei que experimentar novamente.



Kas. Super aprovado!!!

Bom, o próximo destino será Antalya. 


Não queria ter que me desculpar novamente pela falta de atenção ao blog. Mas os últimos meses têm sido bem corridos para mim. Embarquei em dois trabalhos diferentes que para mim são super novidades. Tenho corrido com esses dois projetos para que eu possa ficar sossegada no final da gravidez. Que aliás, se aproxima e ainda não resolvi absolutamente nada. 
Por isso, o blog acabou ficando em terceiro plano. Uma pena, pois amo escrever aqui e amo ainda mais a interação com todos vocês. Sem dúvida alguma, em breve irei dedicar mais tempo aos posts. Um dos projetos já está caminhando bem e o próximo está "quase quase".  Continuem a seguir nossa página no face (Roteirinho Alternativo).  Todo post novo que coloco aqui, divulgo o link na nossa página. Por lá vai ser mais fácil de acompanharem o dia das novas postagens. 

Já estava com saudades! 

Bjos

Roberta







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Chegamos à Turquia - Lara e a praia em Oludeniz.

Depois de tanto planejarmos, chegamos á Turquia. Sem dúvida alguma a viagem que já sonhávamos há alguns anos foi bem diferente do que imaginávamos.

O projeto de três anos atrás contava com uma viagem sem roteiro pelo interior, passeio de balão,  e ainda nascer do sol de cima da montanha. Sim, tudo foi bem diferente. Desta vez estivemos em resort, fomos à praia, ficamos em cruzeiro e o roteiro foi friamente calculado para o principal "item" da viagem: a pequena Lara. Para não fugir tanto do "roteiro inicial", deixamos um pequeno pedaço para viajarmos de carro sem algum plano definido.

A primeira impressão foi exatamente como imaginávamos, um misto de culturas. Mulheres de burca, lenços coloridos, panos e mais panos! Adorei! E o que me surpreendeu? Bom, para começar, os turcos são simplesmente apaixonados por crianças. Claro, só por isso, já me conquistaram. E segundo, não imaginava que seria tão difícil me comunicar em um lugar em que ninguém fala inglês, como nas pequenas cidades do interior. Para os que amam falar, como eu, é uma frustração ter que ficar quieta. Apesar de até achar interessante esse "sufoco" de comunicação, seria incrível se por alguns minutos as pessoas falassem  português, igual na novela das 8. ;)

Chamando uma "estranha" que passava na rua para levá-la no parquinho.
Resultado: Ganhou um beijão e um abraço

O primeiro destino turco foi Oludeniz, uma pequena cidade na costa mediterrânea, que frequentemente aparece em alguns jornais e revistas de turismo como uma das 10 praias mais bonitas do mundo. Mesmo não muito fã dessa história de ranquear lugares, não ignoramos a classificação e partimos para o google!

Como chegamos

Depois de sairmos de Frankfurt, fizemos escala em Istambul e voamos para Dalaman, uma cidade a aproximadamente 60 km de Oludeniz. A chegada foi um pouco tensa. Só para relembrar, a minha mala e da Lara tinha sido extraviada e já estávamos mais de um dia sem ela. Pensando na logística, sabíamos que na melhor das hipóteses, receberíamos a mala no dia seguinte.
Ao chegarmos no aeroporto, o filme se repetiu. Todos os passageiros saíram com seus "tesouros de rodinha", e mais uma vez, nos olhávamos sem acreditar que a mala do Pedro tinha ficado para trás.
Nem toda simpatia da funcionária turca, com seu inglês precário, nos fez acreditar que apenas a nossa mala estava nos esperando em outro terminal. Pois bem, era verdade, depois de 30 minutos de descrença, tivemos o reencontro com a pequena mala de mão. Mesmo entendendo que havíamos embarcado em outro país, estava difícil acreditar compreender porque só nós teríamos que pegar em outro terminal. Mas tudo bem, deu certo. Não era possível, as duas malas extraviadas na mesma viagem seria d+ para uma pessoa otimista como eu.


A pequena descabelada não tinha lacinhos e roupinhas, mas continuava sapeca e linda do mesmo jeito!

Saímos do aeroporto rezando para o transfer estar nos esperando. Tínhamos reservado pela internet, mas não tínhamos referência. Estava lá. Nessa hora, percebemos que a sorte começava a caminhar novamente ao nosso lado. A viagem de 1 hora foi bem tranquila. Até porque o motorista não falava inglês e cada coisa que tentávamos perguntar era um sofrimento para ele e para nós. Os turcos são tão incríveis e atenciosos que sofriam quando não conseguiam ajudar. Me calei!

O resort que reservamos era um dos muitos hotéis à beira da praia. Era grande, bonito e super florido. O que não é novidade. A estrutura do Belcekiz Beach Club é bem parecida como a maioria dos resorts: piscina, área infantil e programação o dia todo. Como já falei, mesmo não sendo nossa primeira escolha, confesso que ficar de frente para praia, com toda infraestrutura e, principalmente, ter a comida da Lara pronta a qualquer momento, facilita bastante a viagem e minimiza muito as preocupações com a "logística" de refeição.

Praia principal. De um lado mar azul, de outro, lindíssimas montanhas.



A cidade

Oludeniz é uma cidade que possui uma paisagem bem diferente. A praia com água cristalina é muito extensa, acaba em uma linda lagoa e ainda é rodeada por incríveis e altas montanhas. No centrinho, muitos bares, restaurantes e lojas. Até aí, nada diferente de outras cidades de praia, mas Oludeniz também é conhecida como um dos grandes centros de paragliding do mundo. É difícil olharmos para o céu e não achar alguém voando. Para os mais corajosos e não-grávidos, sem dúvida, o vôo é a principal atração. O extenso jardim gramado à beira da praia virou pista de pouso e maior atração para a Lara. O tempo todo ouvíamos o "oooolhhaaaa"  de encantamento, com a descida de algum "moço". Era só o pouso acabar, que a pimentinha começava a bater palmas parabenizando pelo grande feito. Para os que estavam esperando, olhava com indignação pedindo "maix" quando o paraquedas tocava o chão. 

Paragliding em Oludeniz.


Para os que me conhecem, sabem que sempre fui corajosa, mas a maternidade me deixou bastante medrosa - estilo mãe - tanto por mim, quanto pelos meus amados. Desde que Lara nasceu, meu medo contagiou o Pedro e ele não tinha feito nenhum salto de paraquedas. Sem dúvida alguma, já era certo que dessa vez ficaríamos lá embaixo rezando para o papai chegar bem. Como já era de se imaginar, ele amou, filmou, e claro, deu um jeito de pilotar o paraquedas durante todo o vôo. Confesso que me tranquilizava saber que dessa vez ele era obrigado a ir com o instrutor, mas não foi nada legal ver o paraglider dele fazendo diversas manobras no ar, por causa da descida com "emoção".



Curtindo o final de tarde e Lara encantada com os voos.



Nossa temporada


Aproveitamos os dias em Oludeniz para realmente descansar da correria que tínhamos encarado antes de viajarmos. O Pedro me ajudou muito com a Lara e isso fez toda a diferença para que eu pudesse descansar também. Claro que os três primeiros dias, para ele, foram bem cansativos. Mas depois já estava até mesmo arrumando a malinha do dia. Para terem ideia, no segundo dia, depois de ficar algumas horas com a Lara, me confessou que precisaria de 40 dias no consultório para se recuperar. Mas isso foi só o susto inicial. Depois tirou de letra.
Fica a dica aos papais de plantão: ajudem! As mamães não ficam tão cansadas e os filhos amam!!!! A viagem fica mais especial ainda.

A culpa é dos Ingleses

Percebemos que, de certa forma, fomos enganados pelos ingleses. Para entenderem melhor, Oludeniz é uma cidade tipo colônia de férias inglesa. Muitos deles até tem casas de verão por lá. Não é de se espantar que no comércio encontramos vários produtos com preços em Libras, o que resulta em uma cidade um pouco mais cara que as vizinhas.

Casaquinho para ir à piscina! Oi?!
Quando resolvemos por esse roteiro, encontramos poucas informações nos blogs brasileiros. Por isso, a maioria das nossas referências era dos europeus. E o que isso tem a ver? Tudo. A praia principal descrita com um pouco de pedra, era apenas pedra. A água que imaginávamos warm e agradável, era simplesmente impossível. Deu até para matar a saudade das cachoeiras do Pico de Itatiaia. Comparativamente, o mar de Cabo Frio e Búzios, no inverno, virou agradabilíssimo.
Não temos dúvida de que no alto verão, a sensação de congelamento seja menor, mas acho difícil ser classificada como warm. Teremos que voltar para comprovar.

Viramos motivo de piada no resort. Digo isso não pela sunga do Pedro que tive que usar enquanto minha mala não chegava, mas pela quantidade de casacos. Quando saíamos cedo para tomar café com nossos casaquinhos, os bebês ingleses já estavam nadando na piscina. A noite, na hora da dança das crianças (show a parte da pequena dançarina brasileira), enquanto as crianças estavam de vestido de manga, Lara estava com casaquinho de pelo e gorro. Parece piada, mas é verdade. Uma mãe ficou tão indignada com a quantidade de casacos que veio nos perguntar de onde estávamos vindo.

A praia, os amigos e a Blue Lagoon


Como falei, o amor dos turcos por crianças realmente me surpreendeu. No meio da rua as pessoas paravam para beijá-la e pegá-la no colo. E para isso bastava um tchauzinho. Depois que a Lara descobriu que a vida de celebridades lhe trazia vários benefícios, começou a se soltar. No resort, todos sabiam seu nome, desde os hóspedes até os funcionários. Muitas vezes mandava beijo e tchau para o gerente do restaurante e na mesma hora ele a tirava da cadeirinha. Pronto, a senha de conquista tinha sido descoberta. Era chegar nos lugares e ela já começava a dar "oi" "tchau", beijo e por fim, acabou aprendendo o universal "bye bye". A primeira vez que ouvi quase caí de tanto rir.
Nos primeiros dias, eu e Lara éramos as mendigas da cidade, Lara não tinha um lacinho de cabelo, roupa, biquíni, etc. E eu, muito menos. Apesar da cidade ter as lojinhas, tudo era caro e impossível de usar. O que me fez praticar o desapego e optar pelas sungas do Pedro. Sim, parece piada, mas é a pura realidade. Com o tamanho dos biquínis que vendiam por lá, a sunga ainda era bem sexy.

Blue Lagoon.


Além da praia principal de Oludeniz, tínhamos a opção da Blue Lagoon. Uma praia, que como o nome já diz, tem uma água ainda mais azul. E como toda praia para família, encontramos muita gente, crianças, bóias, bares, e tudo que tem direito. A Lara simplesmente adorou. Como lá não era de pedra e a água um pouco mais quente, ela aproveitou bastante.

Antes de viajar, pensava nos meus biquínis brasileiros no meio das burcas e só de imaginar já ficava constrangida. Que nada, não sei em outros lugares, mas por onde passamos, as burcas e os biquínis viviam em super harmonia. Na mesma praia, víamos mulheres de roupa, de biquíni e algumas turistas europeias até mesmo de topless. Depois de alguns dias, relaxei.

Lara com os amigos gringos e a família turca curtindo uma praia de roupa no fundo.

As negociações e a curiosidade


Vale tudo para deixa-la quieta na cadeirinha!
Conhecer outra cultura é simplesmente apaixonante. Para os que gostam de fazer amigos, a viagem fica ainda mais legal. Quando menos esperamos, acabamos conhecendo um pouco mais das culturas locais.
Já eram 9 da noite e estávamos todos mortos de cansaço, mas uma pulga, ou melhor, uma almofada, estava "atrás da minha orelha".  Com a mudança para a casa nova, não conseguia parar de pensar nas almofadas que vi em uma loja. Pedro e Lara foram para o quarto e eu fui para o centrinho em busca de um único e definido objetivo: comprar as almofadas para a casa nova.
Saí praticamente pronta para a guerra, para iniciar a primeira negociação oficial no comércio turco.
Cheguei na loja, me fiz de desinteressada e comecei a negociação. A insistência do vendedor dizendo que tinha uma família para criar, com três filhos, me fez achar uma brecha. Afinal, eu também tinha uma família para criar e ainda, MUITO mais nova, já estava quase por empatar na quantidade de filhos. Nessa hora, dei a negociação por vencida. Com certeza, fecharia com meu preço. Engano meu. O feitiço virou contra o feiticeiro. Por um pequeno deslize do meu inglês, havia entendido que tinha três filhos, mas na verdade eram três ESPOSAS. E os filhos? Muitos. Acho que eram 7. A minha curiosidade me fez cair na armadilha turca. Perguntei como era, se elas trabalhavam, se conviviam bem, etc. Quando caí de volta a realidade, já havia comprado duas almofadas, e claro, pelo preço dele. Saí da loja super feliz com a compra e também super intrigada com a história que tinha ouvido.
Não perguntei mais pois fiquei com medo de parecer uma enxerida ou não ser bem vista por isso, mas me arrependi.
Não sabia que a Turquia era uma país que aceitava a poligamia. Pois bem, nada como o google. Na verdade, a poligamia é proibida no país, mas ainda existem muitas famílias nessa situação. Normalmente nas regiões mais remotas. Na cultura Islâmica, a poligamia é aceita, porém a grande maioria da população repudia essa prática.
Depois de pesquisar sobre esse tipo de casamento, fiquei muito curiosa para saber como ele arrumou essas três mulheres. Eram prometidas pelos pais? Alguma delas não pôde ter filho e ele escolheu outra? Casaram novas? Obrigadas? O motivo não sei, mas apesar de não achar nem um pouco bacana essa prática, gostaria de ter visitado uma casa como essa.

Pôr do Sol maravilhoso, em todos os dias
Oludeniz realmente foi uma grande primeira descoberta do universo turco. E por aqui deixarei as nossas impressões.

 

O que amamos
O que faltou
O que faríamos diferente
  •  Amamos os turcos e o carinho com as crianças
  •  O visual incrível (mar azul + jardim + montanha)
  • O voo do Pedro
  • Ver a Lara interagir com os amigos, turcos, inlgeses, franceses. E brincar por horas sem ao menos perceber a estranha barreira do idioma.
  •  As almofadas novas e claro, a história que veio de brinde.
  • O calçadão lotado de parquinhos.
  •  O passeio de barco. Uma atração super concorrida que dura o dia todo.  Apesar do arrependimento, chegamos a conclusão que seria muito complexo ficar 9 horas com a Lara dentro de um barco sem que pudesse dar um mergulho na água gelada. Na próxima vez,  faremos com certeza
  • Minha mala!! No final da história, só recebi no quinto dia de viagem. Aff.
  •  Não ficaríamos tantos dias em Oludeniz, a não ser que fosse no alto verão em que a água fria não atrapalhasse tanto. 
  •   Teríamos explorado um pouco mais afundo as praias das cidades vizinhas espalhadas pela costa mediterrânea.


Diversão garantida na Blue Lagoon








Despedindo do amigo, se não me engano, sueco. Brincou horas com essa família enquanto resolvíamos coisas na recepção.  
Tenho andado com o tempo bem apertado, pelos preparativos da mudança de casa que será segunda feira. Tenho ficado distante do blog, mas não é por falta de vontade, mas de tempo. Prometo aumentar os posts o mais breve possível.

Espero que tenham gostado.
Os próximos destinos serão as praias menos famosas do litoral turco.


Beijos

Roberta

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Heidelberg - Um dia na cidade do romance com a pequena bagunceira

E as férias começaram...


Depois de muitas dúvidas sobre países, cidades e roteiros, definimos nossa viagem. Com a dificuldade de encontrar passagens por pontos, acabamos esticando um pouco mais do que imaginávamos (amei). Com a companhia da pequena Lara, o roteiro foi friamente calculado para que pudéssemos aproveitá-la ao máximo e, claro, também agradar o papai e a mamãe que esperavam ansiosamente pelas merecidas férias.

Figurinha não queria tirar os óculos.
Até dormiu com ele!
Como a viagem até Oludeniz (Turquia) - nosso primeiro destino - era bem longa, resolvemos quebrar nossa passagem de ida em Frankfurt, na Alemanha. Após 24 horas dentro dos aeroportos, tínhamos 24 horas "prêmio" para aproveitar um roteiro bem resumido e bem light; afinal esse era o dia estabelecido para o descanso.

Meu sogro - incrível descobridor e "caça roteiros"- foi incumbido de nos ajudar na melhor opção para as preciosas horas vagas entre vôos. Missão cumprida. Nos enviou para Heidelberg.

A cidade super charmosa, abaixo de um lindo castelo, situada a apenas 90 km de Frankfurt, considerada um ponto turístico para os românticos, ganhou por um dia, a visita de uma pequena apaixonada pela bagunça.

Após cansativas horas de vôos, chegamos em Frankfurt e fomos agraciados com a notícia de que a mala com as minhas roupas e as da Lara havia ficado em São Paulo. Uhul, começamos bem. Apostando na seriedade dos gringos, não nos deixamos abater. Afinal, nossa mala chegaria na mesma noite em nosso hotel. Uau, não precisaríamos nem carregar a mala para o carro. Em meu mundo otimista, até pareceu providencial (brincadeirinha).  Lara tinha roupinhas na mala de mão para sobreviver mais alguns dias e isso era o que interessava. E a mamãe? Sempre podia contar com as cuecas do papai. Aff!

Parada para um lanche saudável. O saquinho de cerejas
estava sempre pendurado no carrinho. 
Alugamos um carro e partimos para Heidelberg. O frio de 10 graus estava realmente bem puxado para os novos nortistas, acostumados com os 40 graus na sombra. A visita começou pela cidade antiga. Por lá encontramos muitas lojas, arquitetura incrível e um centrinho super animado. A sensação que tivemos era de que éramos os únicos com frio por lá. As crianças alemãs brincavam nas praças como se estivessem no calor de Palmas, arrisco dizer que estavam até curtindo um solzinho.


Apesar de a cidade ter muita história a ser explorada, acabamos optando por começar a viagem bem ao nosso modo: andando bastante. Antes de chegarmos ao centro histórico rodamos pela cidade, e no percurso inicial de uns 4 quarteirões, encontramos 3 parquinhos com muitas crianças, espaço para correr, brinquedos super diferentes e muita área verde.

Parada para almoço. Ainda estávamos com estoque Nestle. 
Heidelberg é uma cidade universitária, culturalmente conhecida como uma cidade de grande produção cultural, com passagem de importantes estudiosos no decorrer da história. A quantidade de estudantes, traz um clima super descontraído e agradável.

Era uma terça feira, dia útil normal, e o centro histórico estava cheio de turistas. Para comprovar o sangue artístico da cidade, na nossa pequena parada para o almoço, a praça já abrigava um evento com muita música. Lara nesse momento pirou. Se juntou com os loirinhos que também corriam pela praça jogando futebol. O papai, viciado em esportes, nos informou que a Alemanha é super forte no futebol feminino. Claro, Lara se encontrou. Adorou ver as meninas correndo para lá e para cá com o grande amor de sua vida: a bola. Entre um grito e outro de "GOLLL", sem ao menos estar participando oficialmente e sem mesmo reparar que por ali nem trave tinha, Lara fazia suas paradas para dançar, bater palmas e gritar "mais" no intervalo das músicas.
Lara e a platéia que arrumou para suas danças e gracinhas.
Mesmo sabendo que tínhamos muito a conhecer, toda nossa viagem foi dividida. Em vários momentos optamos por não visitar algum ponto turístico importante para deixá-la se divertir um pouco mais em algum parque ou brincar com algum amiguinho que encontrou na rua. Com certeza, foi isso que tornou nossa viagem diferente das que costumávamos fazer, mas que sem dúvida, trouxe os momentos mais divertidos para nós. A grávida aqui também achou muito bom ganhar esse bônus de descanço enquanto a pimentinha gastava energia correndo para todos os lados.

A cidade velha parece uma cidade cenográfica. Ao chegar pela antiga ponte principal da cidade - Alte Brücke - deparar com o antigo portão, com a vista maravilhosa do Rio Neckar e o castelo, praticamente temos certeza de que a cidade é de mentirinha. Fica até difícil acreditar que possui aproximadamente 140.000 habitantes.

Se passarem por lá, não deixem de visitar a estátua de bronze do macaco - Brückenaffee - bem na entrada do portão. Segundo a lenda, o macaco realmente existiu e se você tocar no espelho que ele segura, terá bastante riqueza; se tocar nos dedos, poderá voltar a Heidelberg; e se tocar nos ratinhos que estão ao lado, lhe trará fertilidade. Advinhem, corri para os ratinhos, mas deposi toquei as outras partes. Mesmo apreensiva sobre o quão fertil poderia me tornar, e quanto mais de fertilidade irei precisar, não quis correr o risco. O Pedro, preferiu não exagerar na dose e deixou o ratinho para a próxima visita.

Apesar de achar os alemães bem fechados, Lara encontrou muitos amigos universitários para interagir, mandar beijos e dar tchau. Na praça do edifício Marstall, ponto de encontro dos estudantes para almoço e bate-papo, quando menos esperei, Lara já estava sentada com 5 estudantes e ainda imitando a gargalhada que estavam dando depois que a viram "espantar" a fumaça de um fumante que acabara de soprar em sua direção. Sem noção, eu sei, mas não tive tempo de ficar irritada. A espontaneidade da baixinha já me fez rir sozinha enquanto Pedro tentava entender o que estava escrito nos cardápios em alemão (complexo).

Edifício Marstal - Ponto de encontro dos amigos universitários da Lara.

Já era final de tarde quando subimos para visitar o castelo. A parte interna já havia fechado. Não sei se teríamos tempo suficiente para explorar o interior, mas optamos por deixar essa visita para a próxima viagem. A subida foi feita de teleférico, mas para os mais dispostos (digo: muito), dá para ir a pé. Vale a pena pois o jardim é muito bonito e a vista lá de cima é incrivel.

Jardim do Castelo

O frio já estava pegando bastante e estávamos rezando para o ventinho não resultar em algum resfriado na Lara, bem no começo da viagem. Descemos, pegamos o carro e voltamos para o nosso "possível" hotel para encontrar nossa "possível" mala. Infelizmente, constatamos que tudo era impossível.

 Já eram 9 da noite e descobrimos que devido ao  sono e a última hora, papai tinha reservado um hotel próximo ao aeroporto, MAS NÃO NO NOSSO. E sim em uma cidade a 100 km de distância. Não sabia se ficava triste por ter que procurar outro hotel às 10 da noite, com Lara já cansada e doida para dormir em algo que não fosse colo e carrinho, ou se chorava por imaginar que minha mala estava a 100 km de mim. Calma, não entraremos em pânico, meu pensamento otimista (ainda) não podia acreditar que tudo estaria perdido logo no primeiro dia de viagem. Rodamos por um bairro próximo e achamos um mini hotel. Para começar, sentamos e jantamos. O mal humor da fome já estava pairando sobre o ar, e assim não seria possível resolver os imprevistos. Enquanto jantávamos uma comida que havíamos escolhido às cegas, ficamos amigos do pessoal do restaurante, que por solidariedade, ligou para o "antigo" hotel e descobriu que nossa mala não tinha chegado. Mesmo ficando triste em saber que isso indicava que ela ainda estava em São Paulo, a alegria reinou só de imaginar que poderíamos dormir ali mesmo e pegar nosso vôo cedinho, parcialmente tranquilos para nossa ida à Turquia.


Descanso da mamãe enquanto a pequena se
acabava de correr.

E o que ficou marcado nesse dia?

  • Heidelberg é linda. Vale a pena a visita. Alugue um carro. A estrada é linda e é bem rápido e fácil de chegar. Gastamos uma hora que passsou bem rápido com a linda paisagem que tínhamos da autovia.  
  • Viajar com criança é d+. Fora a animação de sempre, todo mundo tem boa vontade (ou pena) para ajudar quando alguma criança está envolvida em algum imprevisto.  
  • Ande bastante em todas as cidades; o nosso lema é: quem não anda, não conhece. A cidade sempre tem alguns lugares lindos e escondidos que acabamos passando sem querer.
  • Se estiver com criança, se permita gastar mais tempo em algum parque ou até mesmo parada no meio da rua. Deixe que ela aproveite e interaja com pessoas diferentes. Para a Lara com certeza foi uma experiência incrível. Aqui no Brasil não tem dificuldade nenhuma de interação, já que fala batsante coisa e a maioria das coisas são compreensiveis para todos. A princípio, seu rostinho apresentava uma pequena frustração quando niguém entendia quando pedia "mais", "água" para o "moço", ou quando as "me-ni-nas" não respondiam ao seu chamado (ou grito). Passados cinco minutos, Lara se fazia entender. Se não respondiam, ela apontava; se não entendiam, deixava para lá; e se no final nada desse certo, lançava uma palma, um tchau ou um beijo e tudo estava solucionado. Realmente incrível.
  •  Ah, e mais que isso, dê um espaço para ela interagir do jeito que quiser, falar com quem quiser. Claro, com o olho beeeem aberto. Do jeito dela, ela escolhia com quem falar, com quem interagir e depois que a amizade estava estabelecida, sempre íamos em direção para ajudar os amigos aflitos, traduzindo em inglês, o que ela estava tentando dizer. Algumas vezes isso nem foi preciso. Se virou bem nas mímicas... hehehehhe
  • Para os que quiserem mais informações de roteiro e dos pontos turísticos, segue aqui o link de um blog super completo chamado Alemanha Por Que Não. Segui a maior parte do roteirinho de 8 horas e foi bem legal.

Jardim do Castelo
Depois da correria, a noite foi tranquila e logo cedo pegamos nosso vôo para Turquia.

O post ficou um pouco grande, mas acho que era a saudade de escrever por aqui. E vcs sabem, adoro falar, em qualquer meio de comunicação. Sorry!! rs..

Espero que tenham gostado dessa nossa primeira parada. Apesar de não ter sido nem um pouco um dia de descanso (como teoricamente deveria ser), foi ótimo começar a viagem com um roteirinho super agradável.

Beijos

Roberta








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